quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Miss Prostituta


Jovem de 18 anos é eleita Miss Prostituta 2013 em BH, Marcelina Gomes Teixeira, já exerce a profissão a seis meses.


Conceito de miss x conceito de prostituta: o primeiro nos remete ao glamour, termo classicista, respeitoso. O segundo algo que é menosprezado, sem valor, vulgar. Como pode existir uma Miss Prostituta? Onde está o preconceito agora? A sociedade por meio da globalização está reinventando conceitos, o que antes era ruim, hoje pode ser considerado normal, ou vice-versa, isto depende do ponto de vista de cada um, qual é o seu?


http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/29/miss-prostituta-2013-tem-18-anos-e-seis-meses-de-profissao.htm

Garotas de elite ?!

As prostitutas,  ou melhor dizendo, garotas de programa de Salvador aderiram o uso da Internet para expor a sua imagem e assim conseguir clientes de um jeito mas simples e fácil.
Garotasdeelite.com, esta no ar a alguns meses mas já faz um sucesso enorme, as garotas tiram fotos em poses sensuais para que os clientes vejam e fiquem interessados com o que estão vendo.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Filme: Bruna Surfistinha

O filme estrelado por Deborah Secco conta a história de Raquel Pacheco, uma jovem comum de família de classe média paulista que decidiu sair de casa antes mesmo de completar 18 anos sem dizer adeus e que toma uma decisão surpreendente: virar garota de programa. Em muito pouco tempo, ela se populariza entre os clientes, se transforma em Bruna Surfistinha, satisfaz seus desejos e fantasias em troca de dinheiro e passa a ser reconhecida como uma celebridade nacional, contando a rotina de sua profissão na internet. É preciso ressaltar que os motivos que levaram Raquel a iniciar neste meio intenso e cheio de desequilíbrios foram os conflitos psicológicos e familiares, sendo assim a motivação principal sua difícil relação com seus pais.

Inicialmente o que se pode destacar é a questão da perda de valor moral, a exposição da personagem se caracteriza de fato da forma como a mulher se coloca na posição de mercadoria; objeto, o que se torna uma provocação, com a total exposição do corpo, mostra como muitos jovens rebeldes entram em um meio ruim, vivem em um mundo onde o preconceito prevalece e assim acabam tomando rumos desagradáveis, muitas vezes sem volta, havendo assim uma perda de aceitação, se percebe em uma das cenas do filme no colégio onde Raquel estuda, a partir do momento em que os colegas descobrem a sua nova rotina, ela decide sair, pois sabe que não vai ser bem vista, ou seja, o seu processo de socialização neste meio não seria ideal, até porque sua escolha em se tornar prostituta não é algo considerado normal. 


Raquel Pacheco:

Jovem de 26 anos, casada, foi atriz pornô e prostituta, com pseudônimo Bruna Surfistinha.

O que fez:

Em 2003, criou um blog para contar suas histórias profissionais. Publicou dois livros: “O doce veneno do escorpião” (2005), que inspirou o filme “Bruna Surfistinha” (2011), e “O que aprendi com Bruna Surfistinha” (2006).

O que pensa:

"Oficializar a prostituição diminuiria a exploração, mas é difícil imaginar alguém disposto a registrar essa condição em carteira".

A globalização da prostituição!

Hoje em dia, infelizmente não temos ainda leis precisas, de peso que possam amenizar, responsabilizar ou punir de forma adequada pessoas que utilizam a internet para o tráfico de pessoas. A globalização ajuda para que isto venha a crescer cada vez mais, em função de envolver todo um lucro, está diretamente ligado ao que chamamos de negócio, que alimenta o mercado da prostituição fora do Brasil. Pensando no benefício pessoas de má índole se utilizam da ingenuidade, necessidade, desejo de reconhecimento, do sonho por mudança de vida mantido por crianças e jovens inexperientes, que se deixam ser filmados, expõem suas informações pessoais sem nenhum cuidado e assim são exploradas em proveito alheio.



Cena da novela “Salve Jorge”; personagens Jéssica e Morena.





Prostituição do preconceito

Através das diversas críticas ligadas à prostituição, é notável que o número de mulheres, crianças e travestis que trabalham nas ruas é superior ao de homens, mas os motivos que têm levado essas pessoas a prostituição são os mesmos: as condições de pobreza que impedem o atendimento de necessidades básicas como alimentação e moradia; as dificuldades de conseguirem emprego e também o fato de considerarem a prostituição uma profissão bem remunerada, sendo, portanto, uma opção desses indivíduos. Quem entra neste meio acaba, muitas vezes, querendo ser resgatado devido ao sofrimento com desilusões amorosas: em casos de violência, tenham sido eles(as) casad(o)as, divorciados(as), traídos(as), etc. Porém, a volta desses indivíduos à normalidade se torna algo distante, porque a ética e a moralidade já não fazem mais parte de suas experiências a ressocialização para com o espaço tradicional se faz mais complicada, pois para muitos os valores morais dessas pessoas não se encontram alinhados a consciência coletiva, o corpo e a mente não andam em concordância, há uma perda de dignidade, de amor próprio e de auto-estima, são vistos pela sociedade como pessoas vulgares, promíscuas e irresponsáveis. Em resumo, a decisão de entrar e sair dessa vida é baseada em diferentes princípios e aqueles que buscam o auto-conhecimento e a renovação são grandes vencedores, pois conseguem alcançar seu equilíbrio interior e sua dignidade de volta em meio a tanto desprezo.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Conceito de amizade de Aristóteles e a prostituição



Sem dúvida, a amizade é um bem simbólico, necessário a qualquer ser humano, tanto quanto saúde ou felicidade, e é certo que precisamos suprir essa carência humana com companheirismo e afeto mútuo, mesmo que ambos não sejam verdadeiros. O homem em si é um ser carente, carência essa que as vezes não é preenchida pela simples amizade de alguém próximo que o sujeito recorre a prostituição. Mulheres desnudas, bonitas e afetuosas, ao alcance das mãos (ou do bolso) prontas pra suprir escassez de afeto em troca de bens matérias. Curiosamente essa “troca” de afeto em “troca” de algo ou alguma coisa nos remete a um conceito criado por um filosofo grego chamado Aristóteles. Segundo Aristóteles existem três tipos de amizade: por interesse, por prazer e por admiração. Vamos começar falando sobre a primeira, a “Amizade Utilitarista” que segundo o filósofo neste primeiro conceito a amizade se mantém sobre a ideia de que alguém se mantém com outra pessoa apenas para usufruir de seus bens.Relacionando esse conceito com o contexto da prostituição é possivel considerar que as garotas de programa são amigas de um cliente apenas no momento em deitar-se com ele, preenchendo assim, temporariamente, o vazio deixado pela solidão, pela falta de amigos. Ser "amiga" de um cliente apenas no momento em que vai deitar-se com ele. Nesse caso, "nutrir a amizade" seria o ato sexual em si. Isso tende a ser falho, pois esse instante é efemero e logo acaba, a "amizade" acaba quando o “programa” acaba. Já no conceito de “Amizade Prazerosa”, consiste naquelas pessoas que nos despertam emoções agradáveis, No caso, praticam sexo e em troca do prazer cobram por ele. Esses dois tipos de amizade, segundo o filósofo, tendem a não ser duradouras, e mesmo enquanto duram, tendem a ser superficiais. A meu ver, porque os pilares que as mantém tendem a falhar (bens materiais, sexo, coisas assim tendem a ser passageiras). E finalmente o terceiro conceito “Amizade Virtuosa” A amizade virtuosa, que é forte e pode de fato durar seria aquela baseada em admiração. No caso citado são raras as vezes em que conseguimos encontrar casos de pessoas que se tornaram amigos verdadeiros de prostitutas ou prostitutos, há discriminação, apesar de vivermos em um tempo mais conceituado e muito menos ignorante ainda não conseguimos compreender a complexidade do universo da prostituição, suas histórias, seus paradigmas, mais que se forem vistas a fundo algumas histórias seriam belos motivos de admiração, belos motivos pra se manter uma amizade, mais e você, manteria uma amizade verdadeira com desse mundo?

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Filme - Eu, Christiane F., Treze Anos, Drogada, Prostituída...


A prostituição é um fato social por ser independentemente da vontade do indivíduo; por mais que você tenha uma determinada opinião a respeito dele, ele não irá deixar de existir por conta disso. Para Durkheim, é um fato social toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação exterior, ou ainda, que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais. Milhares de mulheres praticam esse ato por inúmeros motivos, na busca por dinheiro para suprir as suas necessidades. Assim como no filme, Christiane F. A jovem de apenas 13 anos recorre à prostituição para, através desse meio conseguir o dinheiro necessário para comprar drogas. Mesmo sendo um filme antigo, que inclusive gerou muita polêmica na época, Christiane F. é atual pelo simples fato de que a realidade ainda não mudou. Sendo passado na Alemanha, é do conhecimento de todos que aquilo não é uma coisa isolada; vários jovens ainda aderem à prostituição para comprar drogas, por exemplo, como mostrado no filme. Abaixo trago como considerações finais um breve resumo do filme.

O filme nos faz refletir sobre várias coisas, entre elas, a vida de Christiane que vê com que o mundo a sua volta e a realidade em que convive a direcionam para o caminho da prostituição. A sociedade muitas vezes vincula a imagem de usuários de drogas com alguém que não tem família ou são vagabundos, mas Christiane me fez enxergar que há vários fatores que fazem a pessoa se tornar um usuário de droga, seja por influência, pressão ou para fugir da realidade. Em relação ao filme, enquanto as crianças e adolescentes se acabavam na prostituição, na marginalidade e nas drogas dos subúrbios alemães, nada era feito para que este quadro mudasse. Muito pelo contrário, essa situação revelava uma imagem corrompida dessas pessoas, como sendo os rebeldes, problemáticos, detestáveis e desprezados. Com 13 anos, Christiane passou a usar drogas mais pesadas e a se prostituir a fim de ter dinheiro para comprá-las e mesmo querendo sair dessa vida, era difícil, como hoje em dia também é. Ela viu os seus amigos morrerem, e sua mãe e irmã sofrerem muito. A mãe até tentou ajudá-la, mas por vezes se mostrava sem forças diante do poder que as drogas causavam em sua filha e ainda havia a má influência dos amigos. Detlef não amava Christiane, eles apenas tinham algo em comum: o vício. Então eles resolveram se unir para conseguir dinheiro para a droga, se prostituíam e chegaram a ser presos porque roubaram para poder comprar drogas. Todo esse caso de drogas e prostituição é um assunto muito complexo, porque quando as pessoas se "acomodam" a essa vida, dificilmente elas saem. E infelizmente isso se tornou algo muito comum, pessoas cada vez mais jovens viver todo esse drama.


A cultura da prostituição ao longo da história


Não é atoa que essa profissão detém o título de profissão mais antiga do mundo, desde os primórdios da humanidade, o ser humano tem esse desejo incontrolável e de certa forma insáciavel por sexo e prazer. Segundo o livro da doutora Nickie Roberts, “As Prostitutas na História”, “Nas grandes cidades da Mesopotâmia e do Egito, as sacerdotisas dos templos, que participavam de rituais sexuais religiosos, ao mesmo tempo mulheres sagradas e meretrizes, foram as primeiras prostitutas da História”, fala à autora. O status dessas mulheres era elevado. Os reis precisavam buscar a benção da deusa, por meio do sexo ritual com as sacerdotisas, para legitimar seu poder. "Nessa época, as prostitutas do mais alto escalão do templo eram, por direito nato, agentes poderosas e prestigiadas; não eram as meras vítimas oprimidas dos homens, tão protegidas pelas feministas modernas", escreve Nickie. Foi nesse período que foi estabelecido uma espécie de hierarquia das prostitutas dentro dos templos quando algumas mantiveram seus altos postos e privilégios, mais também foi por volta desse período que elas começaram a ir pra rua, não sendo apenas fixas aos grandes monarcas da época.
Grécia, por volta de 2000 A.C., a credibilidade já atribuída as prostitutas no passado já havia acabado faz tempo, mulheres que antes eram sacerdotisas do templo de Afrodite passaram a ser consideradas meretrizes, e eram essas as mulheres mais cultas e bem instruídas do império algumas tinham conhecimentos que nem mesmo os “sábios” possuíam, eram respeitosas e consagradas na sociedade porém perderam todas as regalias e viraram escravas, além do mais eram novos tempos, onde a prostituição já não era tão bem vista e bem aceita assim, mais que ainda sim rendia bons frutos aos grandes monarcas da época, e foi de olho nisso que começaram a surgir bordéis, onde a profissão e as meretrizes começavam fazer parte da legislação através da lei de Solón, e por se falar nele foi o próprio quem criou e organizou bordeis oficiais, administrados pelo estado onde as mulheres trabalhavam de forma quase que escrava.
Muito diferente da tragédia ocorrida na Grécia com relação a cultura da prostituição os romanos foram um povo que sexualmente era bem permissivo com relação aos seus vizinhos gregos, segundo historiadores lá ainda haviam cultuadores poderosos da deusa Afrodite, e por isso a religião não voltou aos seus tempos de prestigio imenso porém voltou a ter respeito por entre os cidadãos comuns as meretrizes escravizadas nos bordéis já eram mais livres, e podiam andar como na rua como qualquer mulher, mais a profissão não acabou, e passava a ter sua maioria feita por escravos feitos em guerras ou em saques mais que ainda sim não passou a ser vergonhoso, muito pelo contrário, eles usavam o dinheiro ganho na compra de sua liberdade de seus senhores.
Na idade média o quadro que se via era bem diferente do visto em outros eras, as prostitutas deixaram todo o respeito que um dia tiveram para trás e passaram a ser vistas como somente como um mal necessário pela igreja, que detinha todo poder na época, elas eram vistas como uma espécie de filtro de maldade e impureza da sociedade, aquelas que a elas iam eram condenados ao inferno cristão, leis foram criadas em que homens casados e padres não podiam frequentar os bordéis, que por acaso ainda eram regula mentados por lei, mais também foi nessa época que eles passaram a ser vistos como um fato social ruim, a escória da sociedade, mulheres impuras e sem quaisquer espectativas no futuro, eram associadas a violência e os bordéis foram desaparecendo e o quadro da época foi o que prevaleceu até hoje, continuam sendo vistas como flagelo da sociedade as mesmas mulheres que um dia já foram consideradas as mais poderosas mulheres do reino reduzidas a nada.




domingo, 10 de novembro de 2013

Prostituição e fato social

Não se tem certeza sobre quando se iniciou a atividade da prostituição. O que se sabe é que ao longo do tempo essa prática foi ganhando forma como atividade comercial, sendo o corpo da mulher o produto comercializado.
Entre as razões para o surgimento da prostituição, podemos citar aspectos econômicos sociais. Por volta dos séculos XVIII ou XIX - e talvez até hoje - em alguns lugares do mundo a mulher era submissa e dependente financeiramente do homem. Uma mulher adúltera, por exemplo, seria provavelmente expulsa de casa e de sua vida social. Sem uma profissão e sem ajuda de amigos e parentes, a mulher, por falta de alternativa, se prostituía. Nesse contexto destacamos dois aspectos: a necessidade de ganhar dinheiro para sobreviver devido a marginalização social e familiar. O ponto de vista de dois religiosos, que viveram em épocas bastante distintas corrobora nossa constatação. O Padre Serra entendia a prostituição como uma enfermidade, algo anormal. A prostituta era uma vítima, porque era incapaz de trabalhar regularmente. Nessa perspectiva, a mulher prostituída era uma pessoa “doente”, e por isso perdia o direito de conviver socialmente, por estar infectada. Já a Madre Antonia acreditava que a prostituição era uma determinação social, causado pela miséria e pobreza.
A partir do final dos anos 90, a prostituta vem mudando de perfil, tanto na motivação para atuar neste mercado quanto na própria definição de prostituta.  Em diversos documentários, ou reportagens sobre o tema que assisti nos últimos 10 anos, a coisa que mais me recordo é o fato da prostituta não ser mais a menina pobre, que era obrigada pelos pais a vender o corpo, ou precisava daquilo para se sustentar. No caso das pessoas que se prostituem por opção, tratam-se de mulheres que atuavam no mercado de trabalho e que desistiram dos seus empregos, pela baixa remuneração, ou estudantes universitárias, que justificavam a atuação na prostituição para melhorar de vida, adquirir patrimônio, ou mesmo pagar os estudos.
Já nos anos 2000 surgiram iniciativas públicas para legitimar a prostituição como profissão. O deputado Fernando Gabeira apresentou um projeto de lei em 2003, que tinha como objetivo reconhecer a prostituição como um serviço de natureza sexual. Há também uma iniciativa para inserir a atividade na classificação brasileira de ocupações, tonando-a uma categoria na CLT. Os dois projetos tem como objetivo legalizar e legitimar a prostituição como prestação de serviço de cunho sexual, ou profissão, assegurando a esta profissional direito trabalhistas, assim como qualquer outro trabalhador.

Diante do panorama apresentado neste texto, podemos constatar que a prostituição possui as três características de um fato social. Para Émile Durkheim, o fato social é coercivo, externo à vontade do indivíduo, e é generalizado. A Coerção é relativa à força que os fatos sociais exercem sobre os indivíduos, levando-os a se conformarem com as regras da sociedade em que vivem, independente de suas vontades. A externalidade se refere a quando alguma coisa existe e atua sobre os indivíduos, independente de sua vontade. Já a generalidade acontece quando o fato social atinge a sociedade como um todo, ou pelo menos grande parte dela, e é recorrente. 


Bibliografia:

Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor. Disponível em: http://www.oblatas.org.br/artigos_detalhes.asp?codigo=17&categoria=3&subcategoria=2. Acesso em: 09 nov. 2013.

RODRIGUES, Marlene Teixeira. A prostituição no Brasil contemporâneo: um trabalho como outro qualquer?  Revista Katálysis: vol.12 no.1 Florianópolis Jan./June 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141449802009000100009&script=sci_arttext. Acesso em: 09 nov. 2013.