segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A cultura da prostituição ao longo da história


Não é atoa que essa profissão detém o título de profissão mais antiga do mundo, desde os primórdios da humanidade, o ser humano tem esse desejo incontrolável e de certa forma insáciavel por sexo e prazer. Segundo o livro da doutora Nickie Roberts, “As Prostitutas na História”, “Nas grandes cidades da Mesopotâmia e do Egito, as sacerdotisas dos templos, que participavam de rituais sexuais religiosos, ao mesmo tempo mulheres sagradas e meretrizes, foram as primeiras prostitutas da História”, fala à autora. O status dessas mulheres era elevado. Os reis precisavam buscar a benção da deusa, por meio do sexo ritual com as sacerdotisas, para legitimar seu poder. "Nessa época, as prostitutas do mais alto escalão do templo eram, por direito nato, agentes poderosas e prestigiadas; não eram as meras vítimas oprimidas dos homens, tão protegidas pelas feministas modernas", escreve Nickie. Foi nesse período que foi estabelecido uma espécie de hierarquia das prostitutas dentro dos templos quando algumas mantiveram seus altos postos e privilégios, mais também foi por volta desse período que elas começaram a ir pra rua, não sendo apenas fixas aos grandes monarcas da época.
Grécia, por volta de 2000 A.C., a credibilidade já atribuída as prostitutas no passado já havia acabado faz tempo, mulheres que antes eram sacerdotisas do templo de Afrodite passaram a ser consideradas meretrizes, e eram essas as mulheres mais cultas e bem instruídas do império algumas tinham conhecimentos que nem mesmo os “sábios” possuíam, eram respeitosas e consagradas na sociedade porém perderam todas as regalias e viraram escravas, além do mais eram novos tempos, onde a prostituição já não era tão bem vista e bem aceita assim, mais que ainda sim rendia bons frutos aos grandes monarcas da época, e foi de olho nisso que começaram a surgir bordéis, onde a profissão e as meretrizes começavam fazer parte da legislação através da lei de Solón, e por se falar nele foi o próprio quem criou e organizou bordeis oficiais, administrados pelo estado onde as mulheres trabalhavam de forma quase que escrava.
Muito diferente da tragédia ocorrida na Grécia com relação a cultura da prostituição os romanos foram um povo que sexualmente era bem permissivo com relação aos seus vizinhos gregos, segundo historiadores lá ainda haviam cultuadores poderosos da deusa Afrodite, e por isso a religião não voltou aos seus tempos de prestigio imenso porém voltou a ter respeito por entre os cidadãos comuns as meretrizes escravizadas nos bordéis já eram mais livres, e podiam andar como na rua como qualquer mulher, mais a profissão não acabou, e passava a ter sua maioria feita por escravos feitos em guerras ou em saques mais que ainda sim não passou a ser vergonhoso, muito pelo contrário, eles usavam o dinheiro ganho na compra de sua liberdade de seus senhores.
Na idade média o quadro que se via era bem diferente do visto em outros eras, as prostitutas deixaram todo o respeito que um dia tiveram para trás e passaram a ser vistas como somente como um mal necessário pela igreja, que detinha todo poder na época, elas eram vistas como uma espécie de filtro de maldade e impureza da sociedade, aquelas que a elas iam eram condenados ao inferno cristão, leis foram criadas em que homens casados e padres não podiam frequentar os bordéis, que por acaso ainda eram regula mentados por lei, mais também foi nessa época que eles passaram a ser vistos como um fato social ruim, a escória da sociedade, mulheres impuras e sem quaisquer espectativas no futuro, eram associadas a violência e os bordéis foram desaparecendo e o quadro da época foi o que prevaleceu até hoje, continuam sendo vistas como flagelo da sociedade as mesmas mulheres que um dia já foram consideradas as mais poderosas mulheres do reino reduzidas a nada.




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