O filme estrelado por
Deborah Secco conta a história de Raquel Pacheco, uma jovem comum de família de classe
média paulista que decidiu sair de casa antes mesmo de completar 18 anos sem dizer adeus e que toma uma decisão
surpreendente: virar garota de programa. Em muito pouco tempo, ela se
populariza entre os clientes, se transforma em Bruna Surfistinha, satisfaz seus desejos e fantasias em troca de dinheiro e passa a ser
reconhecida como uma celebridade nacional, contando a rotina de sua profissão na internet. É preciso ressaltar que os motivos que levaram Raquel a iniciar
neste meio intenso e cheio de desequilíbrios foram os conflitos psicológicos e
familiares, sendo assim a motivação principal sua difícil relação com
seus pais.
Inicialmente o que se pode destacar é a questão da perda de valor moral, a exposição da personagem se caracteriza de fato da forma como a mulher se coloca na posição de mercadoria; objeto, o que se torna uma provocação, com a total exposição do corpo, mostra como muitos jovens rebeldes entram em um meio ruim, vivem em um mundo onde o preconceito prevalece e assim acabam tomando rumos desagradáveis, muitas vezes sem volta, havendo assim uma perda de aceitação, se percebe em uma das cenas do filme no colégio onde Raquel estuda, a partir do momento em que os colegas descobrem a sua nova rotina, ela decide sair, pois sabe que não vai ser bem vista, ou seja, o seu processo de socialização neste meio não seria ideal, até porque sua escolha em se tornar prostituta não é algo considerado normal.

Raquel Pacheco:
Jovem de 26 anos, casada, foi
atriz pornô e prostituta, com pseudônimo Bruna Surfistinha.
O que fez:
Em 2003, criou um blog para
contar suas histórias profissionais. Publicou dois livros: “O doce veneno do
escorpião” (2005), que inspirou o filme “Bruna Surfistinha” (2011), e “O que
aprendi com Bruna Surfistinha” (2006).
O que pensa:
"Oficializar a prostituição
diminuiria a exploração, mas é difícil imaginar alguém disposto a registrar
essa condição em carteira".