Através das diversas críticas
ligadas à prostituição, é notável que o número de mulheres, crianças e travestis que trabalham nas ruas é superior ao de homens, mas os motivos que têm levado essas pessoas a prostituição são os mesmos: as condições de pobreza que impedem o atendimento de necessidades básicas como alimentação e moradia; as dificuldades de conseguirem emprego e também o fato de considerarem a prostituição uma profissão bem remunerada, sendo, portanto, uma opção desses indivíduos. Quem entra
neste meio acaba, muitas vezes, querendo ser resgatado devido ao sofrimento com
desilusões amorosas: em casos de violência, tenham sido eles(as) casad(o)as, divorciados(as),
traídos(as), etc. Porém, a volta desses indivíduos à normalidade se torna algo
distante, porque a ética e a moralidade já não fazem mais parte de suas
experiências a ressocialização para com o espaço tradicional se faz mais complicada, pois para muitos os valores morais dessas pessoas não se encontram alinhados a consciência coletiva, o corpo e a mente não andam em concordância, há uma perda de
dignidade, de amor próprio e de auto-estima, são vistos pela sociedade
como pessoas vulgares, promíscuas e irresponsáveis. Em resumo, a decisão de entrar
e sair dessa vida é baseada em diferentes princípios e aqueles que buscam o
auto-conhecimento e a renovação são grandes vencedores, pois conseguem alcançar
seu equilíbrio interior e sua dignidade de volta em meio a tanto desprezo.
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